FANDOM


ApoptoseEdit

Apoptose, tem como definição: morte celular não seguida de autólise. Está diretamente relacionada com a regulação fisiológica do tamanho dos tecidos e manutenção da homeostase ,também pode ser causada por um estímulo patológico (Lesão em DNA celular). A auto-destruição da célula ocorre de forma ordenada e demanda energia para a sua execução (diferente de uma necrose, que sempre é um processo patológico e desordenado). O termo, derivado do grego, se referia às folhas das árvores que caem no outono, dando um belo exemplo de morte fisiológica programada, representando a renovação no ciclo.

Morte Celular, Necrose e ApoptoseEdit

  • MORTE CELULAR

Agentes lesivos, quando agem sobre células do organismo, causam lesões reversíveis ou irreversíveis, dependendo da intensidade e duração da agressão. Alterações como tumefação mitocondrial, perda das cristas, depósitos flaculares da matriz, bolhas e solução de continuidade na membrana são indicativas de morte celular. Mas, às vezes, a morte celular 

ocorre tão rapidamente que não é precedida de lesões degenerativas.

Se a morte celular for seguida de autólise (degradação dos compartimentos celulares realizadas pelas enzimas da própria célula, liberadas pelos lisossomos após a morte celular) o processo recebe o nome de necrose. Há um tipo de morte celular, chamada de apoptose e conhecida como morte celular programada, que ocorre quando a célula é estimulada a acionar mecanismos que programam sua morte. 


  • NECROSE

    Denominamos de necrose quando ocorre morte de um tecido ou parte dele em um organismo vivo. Os agentes agressores produzem necrose por redução de energia; produção de radicais livres; ação sobre enzimas e agressão à membrana citoplasmática.

    Alguns tipos de necrose:



        1. 1.   Necrose por Coagulação ou Necrose Isquêmica: a células necrosadas apresentam alterações nucleares e citoplasma com aspecto de substância coagulada;



        1. 2.   Necrose por Liquefação ou Necrose por Coliquação: a zona necrosada adquire consistência mole, semifluida ou liquefeita;



        1. 3.   Necrose Lítica: a zona necrosada sofre lise ou destruição;



        1. 4.   Necrose Caseosa: a zona necrosada apresenta transformação das células em uma massa homogênea, perdendo totalmente seus detalhes estruturais, e torna-se acidófila;



        1. 5.    Necrose Gomosa: o tecido necrosado assume aspecto compacto e elástico ou fluido e viscoso;



        1. 6.   Necrose Fibrinóide: o tecido necrosado assume um aspecto hialino e acidófilo.



        • APOPTOSE

    É conhecida como morte celular programada, mas a definição correta é morte celular não seguida de 



        • A mitose serve para...

    A mitose é um tipo de divisão muito freqüente entre os organismos da Terra atual. Nos unicelulares, serve à reprodução assexuada e à multiplicação dos organismos. Nos pluricelulares, ela repara tecidos lesados,' 'repões células que normalmente morrem e também está envolvida no crescimento.

    No homem, a pele, a medula óssea e o revestimento intestinal são locais onde a mitose é freqüente. Nem todas as células do homem, porém, são capazes de realizar mitose. Neurônios e célula musculares são dois tipos celulares altamente especializados em que não ocorre esse tipo de divisão (ocorre apenas na fase embrionária). Nos vegetais, a mitose ocorre em locais onde existem tecidos responsáveis pelo crescimento, por exemplo, na ponta de raízes, na ponta de caules e nas gemas laterais. Serve também para produzir gametas, ao contrário do que ocorre nos animais, em que a meiose é o processo de divisão mais diretamente associado à produção das células gaméticas.


    Ciclo Celular

    O Ciclo Celular é dividido em quatro fases


        • FASE M: Visto sob um microscópio, os dois eventos mais dramáticos no ciclo são quando o núcleo se divide um processo chamado MITOSE, e quando a célula se divide em duas, um processo chamado CITOCINESE. Esses dois processos juntos constituem a FASE M do ciclo celular. Em uma célula de mamífero típica, toda a fase M dura cerca de uma hora, que é apenas uma pequena fração do tempo total do ciclo celular.



        • INTERFASE: período entre a fase M e a próxima é chamado de Interfase. Sob o microscópio, parece, ilusoriamente, um intervalo sem ocorrências especiais durante o qual a célula simplesmente aumenta o tamanho. Entretanto é um momento muito atarefado para a célula e ela cerca as três fases restantes do ciclo celular.



        • FASE S: (S = síntese de DNA), a célula replica o seu DNA do núcleo, um pré-requisito essencial para a divisão celular. A fase S é flanqueada por duas fases, nas quais a célula continua a crescer.



        • FASE G1: (G = intervalo, do inglês gap) é o intervalo entre o término fase M e o início da fase S.



        • FASE G2: é o intervalo entre o final da fase S e o início da fase M. Durante essas fases de intervalo, a célula monitora o meio interno e externo para assegurar que as condições são adequadas e os preparos são completos antes que a ela própria passe para a principal reviravolta da fase S e Mitose. Em determinados pontos G1 e G2, a célula decide se vai proceder para a próxima fase ou parar para permitir mais tempo para se preparar.


    A Interfase é todo período entre uma Mitose e outra. A Interfase dura de 22 a 23 horas e serve tanto para Mitose quanto para Meiose. Para as células possuírem um controle preciso para a divisão celular, caso haja um descontrole, pode originar um câncer (multiplicação descontrolada de células).

    A espécie humana possui 46 cromossomos (2n – DIPLÓIDES).

    Na figura abaixo é feita uma comparação entre uma célula antes e depois da Interfase.

    Sendo 23 cromossomos (HAPLÓIDE) da mãe + 23cromossomos (HAPLÓIDE) do pai, gerando um novo indivíduo com 46 cromossomos (DIPLÓIDE).

    As células germinativas precisam dividir o número de cromossomos para serem viáveis. Se a divisão não acontece, o número de cromossomos – de 46 para 23 - a cada geração esse número dobraria tornando inviáveis, sendo estes natimortos.

     23+23=46 cromossomos (próxima geração)
     46+46=92 cromossomos (próxima geração)
     92+92=184 cromossomos (próxima geração)

    Por n gerações...

    Assim, seria descontrolado e não permitiria a espécie humana a continuar se perpetuar. Por isso é necessário que as células REPRODUTIVAS dividam pela metade o seu número cromossômico para que haja FECUNDAÇÃO e com isso VIDA NOVA. Esse é o processo da Meiose. A Meiose a partir de uma célula “mãe” produz quatro células filhas diferente. Mãe 46(2n) produz quatro filhas (23n).

    A Mitose de uma célula “mãe” origina outra exatamente igual. De uma célula 46(2n) surge outra 46(2n) totalizando duas células iguais, uma mãe e uma filha. Essa ocorre para que haja crescimento de um organismo ou reposição de suas perdas. Ex: nossa pele; nela há muitas células mortas que são constantemente substituídas graças a divisão celular em que as novas células da camada basal. A Mitose é definida como o tipo de divisão celular em que as novas células conhecidas como “células filha” têm exatamente o mesmo número de cromossomos da célula inicial ou “célula mãe”. 

     

    A Mitose tem duas etapas sucessivas: CARIOCINESE E CITOCINESE

    CARIOCINESE' (divisão do núcleo):

            Etapas da mitose:


        • 1. Prófase:

    Ocorre a condensação dos cromossomos. Eles se tornam mais curtos e espessos. O nucléolo desaparece, há o deslocamento de fibras de ASTER que se tornam fibras polares e por último ocorre o desaparecimento da carioteca.



        • 2. Metáfase:

    Os cromossomos se unem as fibras polares e são deslocados até o equador da célula (região mediana). É formada a placa equatorial e os cromossomos assumem sua condensação máxima.


        • 3. Anáfase:

    Onde há separação das cromátides irmãs que dão origem aos cromossomos irmãos. Esses cromossomos são transportados pelas fibras de fuso até os polos da célula. Vale lembrar que o material genético de um polo será exatamente igual ao material genético do outro.


        • 4. Telófase:

    Essa fase é a última da cariocinese. Nela acontece a reorganização do nucléolo, formação de nova carioteca e desespiralização dos cromossomos. Ao final dessa etapa o novo núcleo terá o mesmo patrimônio genético do núcleo inicial e seu aspecto será semelhante ao núcleo no período interfásico.

    CITOCINESE' (centrípeta e centrífuga)


        • Citocinese Centrípeta: É a divisão do citoplasma que geralmente tem início na anáfase quando podemos perceber um estrangulamento na região central da célula.


    Esse tipo de divisão do citoplasma ocorre nas células animais e no final do processo ela está totalmente dividida em duas idênticas.


        • Citocinese Centrífuga: É aquela que acontece nas células vegetais onde há um revestimento resistente a parede celular. Recebe este nome porque acontece de dentro para fora da célula. Essa lamela recebe o nome de FRAGMOPLASTO e divide a célula em duas com o mesmo material genético.


    </li>

  • autólise. Ocorre de forma ordenada e necessita de gasto de energia para a sua execução. A célula que realiza apoptose é fragmentada e endocitada por células vizinhas. Em condições normais, a apoptose participa do controle da proliferação e diferenciação celular. Ela pode ser desencadeada por estímulos exógenos (agem em receptores de membrana) ou por estímulos endógenos (gerados após a agressão) e ainda pode ser desenvolvida por estímulos que atuam em receptores que possuem domínio de morte; por estímulos externos que não agem em receptores de membranas; por perda do estímulo trófico ou da ancoragem na matriz extracelular ou em outras células e por substâncias que agem diretamente na membrana.

    </li>

    MeioseEdit

    Diferentemente da mitose, em que uma célula diplóide, por exemplo, se divide formando duas células também diplóides (divisão equacional), a meiose é um tipo de divisão celular em que uma célula diplóide produz quatro células haplóides, sendo por este motivo uma divisão reducional.

    Um fato que reforça o caráter reducional da meiose é que, embora compreenda duas etapas sucessivas de divisão celular, os cromossomos só se duplicam uma vez, durante a interfase – período que antecede tanto a mitose como a meiose. No início da interfase, os filame

    ntos de cromatina não estão duplicados. Posteriormente, ainda nesta fase, ocorre a duplicação, ficando cada cromossomo com duas cromátides.


    As várias fases da meioseEdit

    Meiose

    Fase da meiose

    A redução do número cromossômico da célula é importante fator para a conservação do lote cromossômico das espécies, pois como a meiose formam-se gametas com a metade do lote cromossômico. Quando da fecundação, ou seja, do encontro de dois gametas, o número de cromossomos da espécie se restabelece.

    Podemos estudar a meiose em duas etapas, separadas por um curto intervalo, chamado intercinese. Em cada etapa, encontramos as fases estudadas na mitose, ou seja, prófase, metáfase, anáfase e telófase.

    Vamos supor uma célula 2n = 2 e estudar os eventos principais da meiose nessa célula.

     

    Meiose I (Primeira divisão Meiótica)

     Prófase I – É a etapa mais marcante da meiose. Nela ocorre o pareamento dos cromossomos homólogos e pode acontecer um fenômeno conhecido como crossing-over (também chamado de permuta)

    Como a prófase I é longa, há uma sequencia de eventos que, para efeito de estudo, pode ser dividida nas seguintes etapas: 


    • Inicia-se a espiralação cromossômica. É a fase de leptóteno (leptós = fino), em que os filamentos cromossômicos são finos, pouco visíveis e já constituídos cada um por duas cromátides. 
    • Começa a atração e o pareamento dos cromossomos homólogos; é um pareamento ponto por ponto conhecido como sinapse (o prefixo sin provém do grego e significa união). Essa é a fase de zigóteno (zygós = par).
    • A espiralação progrediu: agora, são bem visíveis as duas cromátides de cada homólogo pareado; como existem, então, quatro cromátides, o conjunto forma uma tétrade ou par bivalente. Essa é a fase de paquíteno (pakhús = espesso).
    • Ocorrem quebras casuais nas cromátides e uma troca de pedaços entre as cromátides homólogas, fenômeno conhecido como crossing-over (ou permuta). Em seguida, os homólogos se afastam e evidenciam-se entre eles algumas regiões que estão ainda em contato. Essas regiões são conhecidas como quiasmas (qui corresponde à letra “x” em grego). Os quiasmas representam as regiões em que houve as trocas de pedaços. Essa fase da prófase I é o diplóteno (diplós = duplo). 
    • Os pares de cromátides fastam-se um pouco mais e os quiasmas parecem “escorregar” para as extremidades; a espiralação dos cromossomos aumenta. è a última fase da prófase I, conhecida por diacinese (dia = através; kinesis = movimento).

    Enquanto acontecem esses eventos, os centríolos, que vieram duplicado da interfase, migram para os pólos opostos e organizam o fuso de divisão; os nucléolos desaparecem; a carioteca se desfaz após o término da prófase I, prenunciando a ocorrência da metáfase I. 

    • leptoteno
    • zigoteno
    • Paquiteno
    • Diploteno
    • Diacinese
    Edit

    Metáfase I – os cromossomos homólogos pareados se dispõem na região mediana da célula; cada cromossomo está preso a fibras de um só pólo.

    Anáfase I – o encurtamento das fibras do fuso separa os cromossomos homólogos, que são conduzidos para pólos opostos da célula, não há separação das cromátides-irmãs. Quando os cromossomos atingem os pólos, ocorre sua desespiralação, embora não obrigatória, mesmo porque a segunda etapa da meiose vem a seguir. Às vezes, nem mesmo a carioteca se reconstitui.

    Telófase I – no final desta fase, ocorre a citocinese, separando as duas células-filhas haplóides. Segue-se um curto intervalo a intercinese, que procede a prófase II. 

     Meiose II (segunda divisão meiótica)

    Prófase II – cada uma das duas células-filhas tem apenas um lote de cromossomos duplicados. Nesta fase os centríolos duplica

    Duplicacao cromossomos

    m novamente e as células em que houve formação da carioteca, esta começa a se desintegrar.

    Metáfase II - como na mitose, os cromossomos prendem-se pelo centrômero às fibras do fuso, que partem de ambos os pólos.

    Anáfase II – Ocorre duplicação dos centrômeros, só agora as cromátides-irmãs separam-se (lembrando a mitose).

    Telófase II e citocinese – com o término da telófase II reorganizam-se os núcleos. A citocinese separa as quatro células-filhas haplóides, isto é, sem cromossomos homólogos e com a metade do número de cromossomos em relação à célula que iniciou a meiose.

    Variabilidade: entendendo o "Crossing-Over" 

    Crossingover
    A principal conseqüência da meiose, sem dúvida, é o surgimento da diversidade entre os indivíduos que são produzidos na reprodução sexuada da espécie.

    A relação existente entre meiose e variabilidade é baseada principalmente na ocorrência de crossing-over.

    Outro processo que conduz ao surgimento de variabilidade na meiose é a segregação independente dos cromossomos. Imaginando-se que uma célula com dois pares de cromossomos homólogos (A e a, B e b), se divida por meiose, as quatro células resultantes ao final da divisão poderão ter a seguinte constituição cromossômica: (a e b), (a e B), (A e b) e (A e B).

    variabilidade genética existente entre os organismos das diferentes espécies é muito importante para a ocorrência da evolução biológica. Sobre essa variabilidade é que atua a seleção natural, favorecendo a sobrevivência de indivíduos dotados de características genéticas adaptadas ao meio. Quanto maior a variabilidade gerada na meiose, por meio de recombinação gênica permitida pelo crossing-over, maiores as chances para a ação seletiva do meio.

    Intercinese grafico


    A divisão celular das bactérias

    11 dossier tematico05

    reproduçao bacteriana

      A reprodução das bactérias é feita por divisão celular ou fissão binária. Primeiro ocorre o alongame

    nto da célula, depois o DNA se duplica, e a célula se divide em duas células filhas. Isso acontece quando cresce um septo na parede celular, para o meio interno da célula. Essa reprodução geralmente é feita de maneira assexuada, por causa da duplicação do cromossomo, em um processo chamado de fissão binária. Porém, existem outros tipos de reprodução que estão em estudo, como reprodução por esporulação múltipla, ou pela formação de progênie endógena.

        O tempo da divisão da bactéria varia de uma espécie para a outra, devido a uma série de fatores externos, tipo nutrientes essenciais disponíveis, temperatura e pH do meio. Quando as condições são boas, têm espécies que se reproduzem em 20 ou 30 minutos. A vantagem dessa reprodução rápida, é que as bactérias podem se espalhar rapidamente, por isso se adaptam tão bem ao mundo vivo.

        Apesar de se reproduzirem de maneira assexuada, as bactérias têm mecanismos de recombinação genética, através dos fenômenos da conjugação, transformação e transdução. Na conjugação ocorre a transferência de um ou mais plasmídios de uma bactéria para outra, por pontes citoplasmáticas entre duas ou mais bactérias. Na transformação ocorre a absorção de fragmentos de material genético de bactérias lisas qu

    e estão no meio. Na transdução dá-se a introdução de fragmentos de DNA de uma bactéria para outra via infecção por bacteriófagos, caso a bactéria infectada sobreviva, os novos genes trazidos pelo vírus podem ser incorporado ao patrimônio genético da receptora atra

    vés da recombinação genética.

    CitocineseEdit

    Faz Parte do Processo de Divisão Celular, correspondendo à fase de Separação citoplasmática das Células, apos UMA Divisão Faz

    Imagem1

    Citocinese celular

      er núcleo. Este Processo ocorre nenhuma final, da meiose e da mitose, assegurando  UMA Separação Das Células-Filhas.

    ReferenciasEdit

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Apoptose # Causas_da_Apoptose ;

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Necrose # Necrose_Fibrin.C3.B3ide  ; 

    http://www.sobiologia.com.br/conteudo;

    ; http://pt.scribd.com/doc/27929060/Divisao-celular ;  ;

    Geraldo Brasileiro Filho; Bogliolo, Patologia Geral; Terceira Edição; Guanabara Koogan;

    CARVALHO, H. F.; RECCO-PIMENTEL, S. M. A célula. 2. Ed. Barueri, SP: Manole, 2007. 380p. 

    BERTS, E. D. P.; DE ROBERTS Jr., E. M. F. Bases de biologia celular e molecular. 4 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 408p.